CEA promove palestra sobre bullying e cyberbullying para alunos do Ensino Fundamental em parceria com a Polícia Militar

Ação foi realizada nos turnos matutino e vespertino e reforçou a importância do respeito, da empatia e da responsabilidade nas relações presenciais e no ambiente digital.

Fotos: Ana Clara Sigesmundo e Alessandro Bitti.

Promover uma cultura de respeito, empatia e convivência saudável faz parte do compromisso permanente do Centro Educacional de Aracruz (CEA) com a formação integral de seus estudantes. Com esse propósito, a instituição realizou uma série de palestras e conversas educativas sobre bullying e cyberbullying para alunos dos 6º e 7º Anos do Ensino Fundamental, em parceria com o Programa Educacional de Resistência às Drogas e à Violência (PROERD), do 5º Batalhão da Polícia Militar do Espírito Santo.

As atividades foram conduzidas pelo cabo da Polícia Militar do Espírito Santo (PMES) Martin Westphal Kelbert e contemplaram estudantes dos dois turnos. No dia 7 de agosto, participaram os alunos do 6º Ano do turno matutino e os estudantes dos 6º e 7º Anos do período vespertino; já no dia 10 de agosto, a atividade foi realizada com as turmas do 7º Ano do turno matutino. As palestras aconteceram no auditório da instituição.

Com a atividade, os estudantes foram conscientizados sobre o que caracteriza o bullying e o cyberbullying, bem como sobre as consequências dessas práticas, ao mesmo tempo em que foram estimulados a fortalecer o respeito e a empatia e a adotar atitudes de diálogo, solidariedade e responsabilidade. A ação também buscou contribuir para a prevenção e redução de situações de bullying no ambiente escolar, além de orientar os adolescentes sobre o uso responsável das redes sociais e dos ambientes digitais.

Durante os encontros, os alunos do Ensino Fundamental participaram de uma conversa sobre as diferentes manifestações do bullying, conheceram situações e exemplos relacionados ao tema e foram estimulados a refletir sobre as consequências de atitudes de agressão, exclusão, humilhação, exposição e desrespeito. Também receberam orientações sobre como agir diante de uma situação de bullying, a importância de denunciar e a necessidade de buscar ajuda de adultos responsáveis.

Os alunos foram acompanhados pelos professores das respectivas disciplinas durante as atividades. A supervisora escolar Rafaela de Souza dos Santos e a diretora escolar, professora Adriana Recla Sarcinelli, estiveram presentes para realizar a abertura e acompanhar os estudantes ao longo da ação.

Trabalho desenvolvido durante todo o ano

Ao abrir os encontros, Rafaela destacou que a abordagem do tema não é uma iniciativa isolada, mas integra o trabalho permanente desenvolvido pelo CEA ao longo do ano letivo: “Durante todo o ano, trabalhamos com os estudantes as questões relacionadas ao bullying e ao cyberbullying. Conversamos sobre apelidos, exclusão de colegas, fofocas e outras situações que impactam a convivência escolar. Nosso objetivo é fortalecer o respeito, a empatia e a construção de relações saudáveis dentro e fora da escola”, afirmou a supervisora.

Segundo Rafaela, o trabalho de conscientização envolve professores, pedagogos e toda a equipe escolar e já rendeu reconhecimento em âmbito estadual. Em 2025, o projeto #EmpatiaEmAção: Por uma Escola sem Bullying, desenvolvido pelo CEA, conquistou o segundo lugar no estado no Prêmio Sinepe em Ação.

Criado pelo Sindicato das Empresas Particulares de Ensino do Espírito Santo (Sinepe/ES), o prêmio reconhece e valoriza projetos transformadores, práticas pedagógicas inovadoras e atitudes empreendedoras desenvolvidas por escolas e instituições de ensino privadas capixabas. A conquista reforça o compromisso da instituição com a promoção de um ambiente acolhedor, baseado no respeito e na empatia, e com a formação cidadã dos estudantes.

A diretora escolar, professora Adriana Recla Sarcinelli, também ressaltou que a prevenção ao bullying e ao cyberbullying está diretamente relacionada ao bem-estar dos alunos e à formação para a cidadania: “Abordar a prevenção ao bullying e ao cyberbullying no ambiente escolar vai muito além de promover a boa convivência e o respeito mútuo. Trata-se de um compromisso fundamental com o bem-estar e com a formação cidadã de cada um dos nossos alunos. É indispensável que nossos estudantes compreendam que atitudes de intimidação, humilhação ou desrespeito — sejam elas presenciais ou no ambiente virtual — ultrapassam os limites de uma simples indisciplina e possuem graves implicações legais”, destacou.

Segundo Adriana, a escola deve ser compreendida como um espaço seguro de aprendizagem, e a conscientização sobre as consequências das atitudes dos estudantes também faz parte do processo educativo: “Nosso objetivo no CEA é fortalecer uma cultura de empatia, responsabilidade e apoio mútuo, mostrando que o ambiente escolar e a sociedade não toleram a violência, e que o diálogo e o respeito à lei são os únicos caminhos para uma convivência harmoniosa”, completou a diretora.

Bullying também pode acontecer no ambiente virtual

O cabo Martin Westphal Kelbert explicou durante a palestra que o bullying não se limita às agressões físicas ou às situações que acontecem presencialmente. Os estudantes conheceram diferentes formas de manifestação da violência, entre elas o bullying físico, verbal, moral, psicológico, sexual, material e virtual. 

Durante a abordagem, o instrutor também explicou que práticas como ofensas, apelidos ofensivos, ameaças, exclusão social e difamação podem provocar impactos emocionais e sociais significativos nas vítimas. Outro ponto abordado foram as consequências que determinadas condutas podem gerar, inclusive no âmbito legal.

“O bullying nem sempre acontece por meio de agressões físicas. Muitas vezes, ele aparece em forma de apelidos, exclusão, ameaças ou publicações nas redes sociais. Por isso, é fundamental desenvolver a empatia e refletir antes de qualquer atitude que possa causar sofrimento ao outro”, explicou o instrutor.

Ao tratar do cyberbullying, o policial chamou a atenção para os riscos relacionados à exposição excessiva nas redes sociais e ao compartilhamento irresponsável de informações e conteúdos. Entre os exemplos apresentados estiveram a criação de perfis falsos, a divulgação de informações pessoais, o compartilhamento de conteúdos ofensivos e outras práticas que podem causar constrangimento, sofrimento e danos às vítimas.

Nesse contexto, os estudantes foram orientados a utilizar as plataformas digitais de forma consciente e responsável, compreendendo que as atitudes praticadas na internet também podem ter consequências. Durante os encontros, reforçou-se ainda que o respeito deve estar presente tanto nas relações presenciais quanto no ambiente virtual.

Ao final, Kelbert destacou a importância da oportunidade de conversar com os estudantes sobre o tema: “Para mim, é um grande privilégio ter a oportunidade de palestrar para os alunos dos 6º e 7º Anos do CEA acerca de um assunto tão importante, que é a prevenção do bullying e cyberbullying, além de mostrar que a Polícia Militar do 5º Batalhão se preocupa em prevenir e conscientizar sobre essa forma de violência no âmbito escolar”, afirmou.

Estudantes destacam importância da conscientização

A participação dos alunos também foi um dos pontos de destaque da atividade. Durante as palestras, eles puderam fazer perguntas, interagir com o instrutor e compartilhar suas percepções sobre o tema. Para Alice Piffer Chaves, do 7º Ano “B”, do turno matutino, a abordagem de situações reais ajudou a mostrar que determinadas atitudes, muitas vezes tratadas como brincadeira, podem provocar consequências sérias.

“Eu achei bem interessante o assunto da palestra e bem necessário em reforçar nos ambientes escolares, por ser um lugar onde passamos boa parte do tempo. Acho que a parte onde ele mostrou casos reais foi muito importante, porque muitas pessoas não têm ideia do quão prejudicial uma ‘brincadeira’ pode ser. Mesmo que esse assunto seja comentado, deveríamos falar mais e dar mais visibilidade fora de datas específicas. O policial foi bem educado e a palestra, mesmo sendo sobre um assunto pesado, foi conduzida de forma leve”, avaliou Alice.

Sofia Vieira Seleguini e Luiza Bertolini Falchetto, também alunas do 7º Ano “B”, do matutino, destacaram que a palestra contribuiu para orientar os estudantes sobre como agir quando eles próprios ou pessoas próximas enfrentarem situações de bullying.

“A palestra sobre o bullying é algo muito importante para que as pessoas entendam como se defender, como agir, etc. A palestra foi muito interessante porque, se houver alguém que passe por isso ou conheça alguém que passe, essa pessoa vai saber como resolver ou como agir. O cabo Kelbert explicou muito bem como funciona e como devemos agir se isso estiver acontecendo conosco. Gostamos bastante da palestra e esperamos que haja mais dessas para informar os alunos sobre como ocorre o bullying, para que ninguém sofra com isso”, afirmaram as estudantes.

Também do turno matutino, Nicolas Barth Raymundo da Rocha, do 7º Ano “B”, considerou importante a forma como o conteúdo foi apresentado pelo instrutor, relacionando a experiência do cabo Kelbert no PROERD à abordagem de temas ligados à prevenção da violência.

“A palestra com o cabo Kelbert abordou um assunto muito importante: o bullying. Considero extremamente relevante tratar desse tema, pois ações como essa contribuem para conscientizar os alunos e buscar, ao máximo, combater e reduzir a prática do bullying. Quando participei do PROERD, ficou claro para mim que, ao tratar de temas delicados, como o combate às drogas e à violência, o cabo Kelbert era uma excelente opção para conduzir essas conversas. Sua forma de abordar os assuntos torna a palestra clara, interessante e educativa. Em resumo, considero que tudo foi muito bem realizado, incluindo os slides e a maneira como o conteúdo foi apresentado”, afirmou Nicolas.

Nina Sarmenghi Pacheco Riccato, estudante do 7º Ano “C”, também do matutino, chamou a atenção para um dos principais desafios no combate ao bullying: a compreensão de que uma suposta brincadeira pode provocar consequências que vão muito além do momento em que ocorre.

“O bullying deveria ser um tema abordado em todos os lugares. Considero muito importante que o CEA trabalhe esse assunto, pois a palestra contribui para conscientizar as pessoas sobre os impactos que o bullying pode causar. Muitas vezes, quem pratica bullying pensa que tudo não passa de uma brincadeira, mas nem sempre é assim. A vítima pode até demonstrar que não se importa no momento, mas pode se sentir mal posteriormente, inclusive quando está em casa, longe das outras pessoas. Por isso, acredito que pessoas de todas as idades deveriam participar de palestras sobre esse assunto. Dessa forma, aos poucos, mais pessoas podem se conscientizar, compreender as consequências de suas atitudes e perceber que o bullying não é uma brincadeira e deve ser combatido”, relatou a aluna.

Para Bernardo Caliman, do 7º Ano “C”, a continuidade das ações de conscientização é fundamental para reforçar entre os estudantes o conhecimento sobre as consequências do bullying.

“A palestra sobre bullying nos proporcionou a oportunidade de ouvir conselhos e receber dicas importantes para ajudar a diminuir a prática do bullying dentro e fora da escola. O palestrante apresentou exemplos de situações relacionadas ao bullying e orientações sobre como agir diante desses casos. Nós já sabemos que o bullying é errado, mas considero muito importante que a escola continue promovendo trabalhos e palestras sobre esse tema. Essas ações ajudam a reforçar a conscientização, principalmente porque ainda existem alunos que praticam bullying ou que não conhecem profundamente suas consequências. Por isso, acredito que continuar abordando esse assunto é fundamental para promover o respeito, a empatia e uma convivência melhor entre todos”, afirmou o aluno.

Representando os estudantes do turno vespertino, Mathias Loureiro Borges, do 7º Ano “B”, destacou especialmente a importância de incentivar quem sofre bullying a procurar ajuda e denunciar as agressões.

“A importância de palestras como essa está em incentivar e encorajar os alunos que sofrem bullying a denunciarem as agressões e buscarem ajuda. A palestra apresenta de forma clara os diferentes tipos de bullying, esclarecendo dúvidas e proporcionando informações importantes sobre o tema. Considero muito relevantes os assuntos abordados e a maneira como são apresentados, especialmente por meio de fatos e exemplos que ajudam a compreender melhor a gravidade do bullying e a importância de combatê-lo”, destacou o estudante.

Respeito e responsabilidade

Ao reunir estudantes dos 6º e 7º Anos dos turnos matutino e vespertino, a ação reforçou uma mensagem central: o combate ao bullying é uma responsabilidade de todos. Identificar situações de violência, não compactuar com agressões, apoiar quem está sendo vítima, procurar ajuda de adultos responsáveis e utilizar as redes sociais com responsabilidade são atitudes que contribuem para uma convivência mais saudável.

Nesse sentido, a realização da palestra amplia o trabalho contínuo desenvolvido pelo CEA para fortalecer a cultura de paz, o respeito às diferenças e as competências necessárias para uma convivência baseada na empatia e na responsabilidade. O projeto institucional do CEA sobre bullying já foi estruturado justamente com o propósito de consolidar uma cultura escolar baseada no respeito e na empatia e de fortalecer ações de prevenção.

Mais do que informar sobre o que caracteriza o bullying e o cyberbullying, a iniciativa buscou estimular nos estudantes do Ensino Fundamental a reflexão sobre suas próprias atitudes e sobre o impacto que palavras, brincadeiras, comportamentos e publicações podem causar na vida de outras pessoas.

Com ações como essa, o Centro Educacional de Aracruz reafirma seu compromisso com uma educação que ultrapassa os conteúdos acadêmicos e contribui para a formação de estudantes conscientes, responsáveis e preparados para respeitar, valorizar e apoiar o outro, dentro e fora do ambiente escolar.

INFORMAÇÕES À IMPRENSA:
Setor de Comunicação e Marketing – Alessandro Bitti
Tel.: (27) 3302-8000 – E-mail: comunicacao@fsjb.edu.br / alessandro@fsjb.edu.br

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