{"id":32329,"date":"2026-06-03T17:45:29","date_gmt":"2026-06-03T17:45:29","guid":{"rendered":"https:\/\/cearacruz.com.br\/portal\/?p=32329"},"modified":"2026-06-03T17:45:31","modified_gmt":"2026-06-03T17:45:31","slug":"palestra-no-cea-aborda-limites-da-convivencia-bullying-e-suas-consequencias-legais-entre-estudantes-do-6o-ano","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/cearacruz.com.br\/portal\/palestra-no-cea-aborda-limites-da-convivencia-bullying-e-suas-consequencias-legais-entre-estudantes-do-6o-ano\/","title":{"rendered":"Palestra no CEA aborda limites da conviv\u00eancia, bullying e suas consequ\u00eancias legais entre estudantes do 6\u00ba Ano"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-image aligncenter size-full\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"600\" height=\"450\" src=\"https:\/\/cearacruz.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/not_03_06_26_01.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-32330\" srcset=\"https:\/\/cearacruz.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/not_03_06_26_01.png 600w, https:\/\/cearacruz.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/not_03_06_26_01-300x225.png 300w\" sizes=\"(max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Fotos: Divulga\u00e7\u00e3o.<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Com o objetivo de fortalecer a cultura do respeito, da empatia e da boa conviv\u00eancia escolar, o <strong><a href=\"https:\/\/cearacruz.com.br\/portal\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\" title=\"\">Centro Educacional de Aracruz (CEA)<\/a><\/strong> realizou, no dia 28 de maio de 2026, uma s\u00e9rie de palestras sobre <strong><a href=\"https:\/\/brasilescola.uol.com.br\/sociologia\/bullying.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\" title=\"\">bullying, <\/a><\/strong><a href=\"https:\/\/brasilescola.uol.com.br\/sociologia\/cyberbullying.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\" title=\"\"><strong>cyberbullying,<\/strong> <\/a><strong><a href=\"https:\/\/educadiversidade.unesp.br\/guia-de-reconhecimento-orientacao-e-enfrentamento-aos-racismos\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\" title=\"\">racismo <\/a><\/strong>e os <strong><a href=\"https:\/\/www.mds.gov.br\/webarquivos\/publicacao\/assistencia_social\/Cadernos\/concepcao_fortalecimento_vinculos.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\" title=\"\">limites da conviv\u00eancia,<\/a><\/strong> direcionadas aos alunos do 6\u00ba Ano das turmas \u201cA\u201d, \u201cB\u201d e \u201cC\u201d, dos per\u00edodos matutino e vespertino.<\/p>\n\n\n\n<p>A atividade contou com a participa\u00e7\u00e3o das advogadas Dr.\u00aa Diulya Jeronymo \u2014 que estudou no CEA do 6\u00ba ao 9\u00ba Ano do Fundamental e na 2\u00aa e 3\u00aa S\u00e9rie do M\u00e9dio \u2014 e Dr.\u00aa Izamara Martins, ex-alunas do <strong><a href=\"https:\/\/faacz.com.br\/portal\/graduacao\/direito\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\" title=\"\">curso de Direito<\/a><\/strong> da <a href=\"http:\/\/www.faacz.com.br\/portal\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\" title=\"\"><strong>FAACZ,<\/strong> <\/a>formadas no segundo semestre de 2025.<\/p>\n\n\n\n<p>Durante a abertura, a diretora escolar do CEA, professora Adriana Recla Sarcinelli, destacou que o objetivo da atividade foi o de promover um momento de conscientiza\u00e7\u00e3o, orienta\u00e7\u00e3o e reflex\u00e3o sobre comportamentos que afetam a conviv\u00eancia escolar e podem gerar consequ\u00eancias emocionais, sociais e jur\u00eddicas.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image aligncenter size-full\"><img decoding=\"async\" width=\"600\" height=\"450\" src=\"https:\/\/cearacruz.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/not_03_06_26_02.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-32331\" srcset=\"https:\/\/cearacruz.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/not_03_06_26_02.png 600w, https:\/\/cearacruz.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/not_03_06_26_02-300x225.png 300w\" sizes=\"(max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>Participaram ainda do encontro os professores B\u00e1rbara Proveti Alves Romaneli, Matheus Pignaton Nascimento, Ana Paula Marciano, Tem\u00edstocles Fel\u00edcio Pereira Griffo e Renato Oliveira Rossi, no per\u00edodo matutino. No turno vespertino, acompanharam a atividade os professores Glecymeri Nunes de Aquino Sim\u00f5es e Claudio Marcio Pianca Ferreira, al\u00e9m da auxiliar de sala de aula Ana Claudia Cezario Barros.<\/p>\n\n\n\n<p>As palestras ocorreram no audit\u00f3rio, em um \u00fanico momento para as turmas do per\u00edodo matutino, e no miniaudit\u00f3rio, em tr\u00eas encontros distintos para os estudantes do turno vespertino. Durante a apresenta\u00e7\u00e3o, foi abordado o tema \u201cBrincadeira n\u00e3o \u00e9 humilha\u00e7\u00e3o: bullying, cyberbullying, racismo e limites da conviv\u00eancia e seus aspectos legais\u201d, mostrando que atitudes frequentemente tratadas como piadas podem causar sofrimento real e resultar em responsabiliza\u00e7\u00e3o legal.<\/p>\n\n\n\n<p>Inicialmente, as palestrantes se apresentaram aos alunos e promoveram uma reflex\u00e3o sobre a diferen\u00e7a entre brincadeiras saud\u00e1veis e comportamentos que causam dor, constrangimento ou exclus\u00e3o. Em seguida, explicaram o conceito de bullying, caracterizado como uma viol\u00eancia f\u00edsica ou psicol\u00f3gica intencional e repetitiva, geralmente marcada por desequil\u00edbrio de poder entre quem agride e quem sofre a agress\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image aligncenter size-full\"><img decoding=\"async\" width=\"600\" height=\"450\" src=\"https:\/\/cearacruz.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/not_03_06_26_03.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-32332\" srcset=\"https:\/\/cearacruz.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/not_03_06_26_03.png 600w, https:\/\/cearacruz.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/not_03_06_26_03-300x225.png 300w\" sizes=\"(max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>Foram apresentados exemplos pr\u00f3ximos da realidade escolar, como apelidos pejorativos, coment\u00e1rios sobre apar\u00eancia, exclus\u00e3o de grupos, amea\u00e7as e exposi\u00e7\u00e3o nas redes sociais. As advogadas tamb\u00e9m destacaram que nem todo apelido configura bullying, mas que a situa\u00e7\u00e3o se torna preocupante quando a v\u00edtima demonstra inc\u00f4modo, vergonha ou tristeza e, ainda assim, a pr\u00e1tica continua.<\/p>\n\n\n\n<p>Outro ponto enfatizado durante o encontro foi o combate ao racismo e \u00e0 inj\u00faria racial. As palestrantes explicaram que ofensas relacionadas \u00e0 cor da pele, origem ou nacionalidade n\u00e3o constituem brincadeiras nem opini\u00f5es, mas formas graves de viol\u00eancia contra a dignidade humana, sujeitas a san\u00e7\u00f5es previstas em lei. Tamb\u00e9m foi abordado que sauda\u00e7\u00f5es nazistas, s\u00edmbolos de \u00f3dio, refer\u00eancias a Adolf Hitler e qualquer forma de apologia ao nazismo n\u00e3o podem ser encaradas como simples provoca\u00e7\u00f5es, pois podem gerar responsabiliza\u00e7\u00e3o jur\u00eddica.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image aligncenter size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"600\" height=\"450\" src=\"https:\/\/cearacruz.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/not_03_06_26_04.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-32333\" srcset=\"https:\/\/cearacruz.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/not_03_06_26_04.png 600w, https:\/\/cearacruz.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/not_03_06_26_04-300x225.png 300w\" sizes=\"(max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>Muitas pessoas acreditam que, por serem menores de idade, nada acontece diante de situa\u00e7\u00f5es de bullying, racismo ou viol\u00eancia virtual. Durante a palestra, foi esclarecido que ofensas, humilha\u00e7\u00f5es, amea\u00e7as ou exposi\u00e7\u00e3o de colegas podem resultar na atua\u00e7\u00e3o da escola, do Conselho Tutelar e at\u00e9 da Justi\u00e7a, al\u00e9m da possibilidade de indeniza\u00e7\u00e3o por danos morais em casos mais graves.<\/p>\n\n\n\n<p>Publica\u00e7\u00f5es em redes sociais, v\u00eddeos e capturas de tela tamb\u00e9m foram tema das orienta\u00e7\u00f5es. As palestrantes refor\u00e7aram que o ambiente digital n\u00e3o \u00e9 uma \u201cterra sem lei\u201d e destacaram a import\u00e2ncia de n\u00e3o reproduzir ofensas, n\u00e3o compartilhar conte\u00fados ofensivos e comunicar um adulto sempre que uma situa\u00e7\u00e3o ultrapassar os limites do respeito.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image aligncenter size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"600\" height=\"450\" src=\"https:\/\/cearacruz.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/not_03_06_26_05.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-32334\" srcset=\"https:\/\/cearacruz.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/not_03_06_26_05.png 600w, https:\/\/cearacruz.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/not_03_06_26_05-300x225.png 300w\" sizes=\"(max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>Segundo a supervisora escolar Rafaela de Souza dos Santos, <em>\u201ca escola \u00e9 um espa\u00e7o de aprendizagem, conviv\u00eancia e constru\u00e7\u00e3o de valores\u201d,<\/em> sendo fundamental promover momentos de di\u00e1logo, reflex\u00e3o e conscientiza\u00e7\u00e3o sobre o respeito ao pr\u00f3ximo. Ela acrescentou que iniciativas como essa contribuem para a forma\u00e7\u00e3o humana e social dos estudantes e fortalecem uma cultura de respeito \u00e0s diferen\u00e7as.<\/p>\n\n\n\n<p>Para a advogada criminalista Dr.\u00aa Izamara Martins, abordar essas quest\u00f5es com alunos do 6\u00ba Ano \u00e9 essencial por se tratar de uma fase de transi\u00e7\u00e3o e forma\u00e7\u00e3o de valores: <em>\u201cExplicar a diferen\u00e7a entre brincadeira e bullying, bem como entre opini\u00e3o e ofensa, contribui para que compreendam os limites da conviv\u00eancia e do respeito ao pr\u00f3ximo. Al\u00e9m disso, abordar as consequ\u00eancias jur\u00eddicas dessas condutas demonstra que tais situa\u00e7\u00f5es n\u00e3o s\u00e3o levianas, mas quest\u00f5es s\u00e9rias, tratadas com responsabilidade pela sociedade e pela lei\u201d,<\/em> afirmou.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image aligncenter size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"600\" height=\"450\" src=\"https:\/\/cearacruz.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/imprensa-6.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-32335\" srcset=\"https:\/\/cearacruz.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/imprensa-6.png 600w, https:\/\/cearacruz.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/imprensa-6-300x225.png 300w\" sizes=\"(max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>J\u00e1 a advogada trabalhista Dr.\u00aa Diulya Jeronymo ressaltou que a iniciativa auxilia os estudantes a compreenderem o impacto de suas atitudes no cotidiano: <em>\u201cFalar sobre bullying, cyberbullying e racismo ajuda os estudantes a perceberem que certas condutas n\u00e3o s\u00e3o brincadeiras, mas formas de viol\u00eancia que podem gerar sofrimento real. Al\u00e9m disso, mostrar que existem consequ\u00eancias dentro e fora da escola contribui para a forma\u00e7\u00e3o de cidad\u00e3os mais conscientes, emp\u00e1ticos e respons\u00e1veis nas rela\u00e7\u00f5es do dia a dia\u201d, <\/em>destacou.<\/p>\n\n\n\n<p>O conte\u00fado apresentado despertou reflex\u00f5es entre os alunos. A estudante Penelope Loiola da Silva, do 6\u00ba Ano \u201cC\u201d vespertino, relatou que aprendeu sobre as diferen\u00e7as entre bullying, cyberbullying, racismo e inj\u00faria racial, compreendendo melhor como essas pr\u00e1ticas podem afetar a vida das pessoas e gerar consequ\u00eancias.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image aligncenter size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"600\" height=\"450\" src=\"https:\/\/cearacruz.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/not_03_06_26_07.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-32336\" srcset=\"https:\/\/cearacruz.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/not_03_06_26_07.png 600w, https:\/\/cearacruz.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/not_03_06_26_07-300x225.png 300w\" sizes=\"(max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>J\u00e1 a aluna Nicole Martins Bertolini, do 6\u00ba Ano \u201cC\u201d matutino, avaliou a atividade como muito importante para os estudantes. Segundo ela, a palestra mostrou que o bullying e o cyberbullying s\u00e3o situa\u00e7\u00f5es presentes no dia a dia e que muitas vezes passam despercebidas. Nicole tamb\u00e9m destacou que aprendeu sobre os impactos dessas pr\u00e1ticas na sa\u00fade emocional das v\u00edtimas e sobre a import\u00e2ncia de buscar ajuda, respeitar as pessoas tanto no ambiente presencial quanto no digital e agir de forma respons\u00e1vel nas redes sociais.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image aligncenter size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"600\" height=\"450\" src=\"https:\/\/cearacruz.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/not_03_06_26_08.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-32337\" srcset=\"https:\/\/cearacruz.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/not_03_06_26_08.png 600w, https:\/\/cearacruz.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/not_03_06_26_08-300x225.png 300w\" sizes=\"(max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>Ao final do encontro, a principal mensagem deixada aos estudantes do 6\u00ba Ano foi um convite \u00e0 reflex\u00e3o: antes de postar, compartilhar ou rir de algu\u00e9m, \u00e9 importante pensar se aquela atitude pode machucar outra pessoa, pois uma brincadeira aparentemente inofensiva pode se transformar em um problema s\u00e9rio dentro e fora da escola.<\/p>\n\n\n\n<p>Por meio de iniciativas como essa, o CEA reafirma seu compromisso com a forma\u00e7\u00e3o integral dos alunos do Ensino Fundamental, promovendo a\u00e7\u00f5es educativas que incentivam o respeito, a empatia, a responsabilidade e a constru\u00e7\u00e3o de rela\u00e7\u00f5es saud\u00e1veis no ambiente escolar e na sociedade.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>INFORMA\u00c7\u00d5ES \u00c0 IMPRENSA:<\/strong><strong><br>Setor de Comunica\u00e7\u00e3o e Marketing \u2013 Alessandro Bitti<br><\/strong>E-mail: comunicacao@fsjb.edu.br \/ alessandro@fsjb.edu.br<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Com o objetivo de fortalecer a cultura do respeito, da empatia e da boa conviv\u00eancia escolar, o Centro Educacional de Aracruz (CEA) realizou, no dia 28 de maio de 2026, uma s\u00e9rie de palestras sobre bullying, cyberbullying, racismo e os limites da conviv\u00eancia, direcionadas aos alunos do 6\u00ba Ano das turmas \u201cA\u201d, \u201cB\u201d e \u201cC\u201d, dos per\u00edodos matutino e vespertino. A atividade contou com a participa\u00e7\u00e3o das advogadas Dr.\u00aa Diulya Jeronymo \u2014 que estudou no CEA do 6\u00ba ao 9\u00ba Ano do Fundamental e na 2\u00aa e 3\u00aa S\u00e9rie do M\u00e9dio \u2014 e Dr.\u00aa Izamara Martins, ex-alunas do curso de Direito da FAACZ, formadas no segundo semestre de 2025. Durante a abertura, a diretora escolar do CEA, professora Adriana Recla Sarcinelli, destacou que o objetivo da atividade foi o de promover um momento de conscientiza\u00e7\u00e3o, orienta\u00e7\u00e3o e reflex\u00e3o sobre comportamentos que afetam a conviv\u00eancia escolar e podem gerar consequ\u00eancias emocionais, sociais e jur\u00eddicas. Participaram ainda do encontro os professores B\u00e1rbara Proveti Alves Romaneli, Matheus Pignaton Nascimento, Ana Paula Marciano, Tem\u00edstocles Fel\u00edcio Pereira Griffo e Renato Oliveira Rossi, no per\u00edodo matutino. No turno vespertino, acompanharam a atividade os professores Glecymeri Nunes de Aquino Sim\u00f5es e Claudio Marcio Pianca Ferreira, al\u00e9m da auxiliar de sala de aula Ana Claudia Cezario Barros. As palestras ocorreram no audit\u00f3rio, em um \u00fanico momento para as turmas do per\u00edodo matutino, e no miniaudit\u00f3rio, em tr\u00eas encontros distintos para os estudantes do turno vespertino. Durante a apresenta\u00e7\u00e3o, foi abordado o tema \u201cBrincadeira n\u00e3o \u00e9 humilha\u00e7\u00e3o: bullying, cyberbullying, racismo e limites da conviv\u00eancia e seus aspectos legais\u201d, mostrando que atitudes frequentemente tratadas como piadas podem causar sofrimento real e resultar em responsabiliza\u00e7\u00e3o legal. Inicialmente, as palestrantes se apresentaram aos alunos e promoveram uma reflex\u00e3o sobre a diferen\u00e7a entre brincadeiras saud\u00e1veis e comportamentos que causam dor, constrangimento ou exclus\u00e3o. Em seguida, explicaram o conceito de bullying, caracterizado como uma viol\u00eancia f\u00edsica ou psicol\u00f3gica intencional e repetitiva, geralmente marcada por desequil\u00edbrio de poder entre quem agride e quem sofre a agress\u00e3o. Foram apresentados exemplos pr\u00f3ximos da realidade escolar, como apelidos pejorativos, coment\u00e1rios sobre apar\u00eancia, exclus\u00e3o de grupos, amea\u00e7as e exposi\u00e7\u00e3o nas redes sociais. As advogadas tamb\u00e9m destacaram que nem todo apelido configura bullying, mas que a situa\u00e7\u00e3o se torna preocupante quando a v\u00edtima demonstra inc\u00f4modo, vergonha ou tristeza e, ainda assim, a pr\u00e1tica continua. Outro ponto enfatizado durante o encontro foi o combate ao racismo e \u00e0 inj\u00faria racial. As palestrantes explicaram que ofensas relacionadas \u00e0 cor da pele, origem ou nacionalidade n\u00e3o constituem brincadeiras nem opini\u00f5es, mas formas graves de viol\u00eancia contra a dignidade humana, sujeitas a san\u00e7\u00f5es previstas em lei. Tamb\u00e9m foi abordado que sauda\u00e7\u00f5es nazistas, s\u00edmbolos de \u00f3dio, refer\u00eancias a Adolf Hitler e qualquer forma de apologia ao nazismo n\u00e3o podem ser encaradas como simples provoca\u00e7\u00f5es, pois podem gerar responsabiliza\u00e7\u00e3o jur\u00eddica. Muitas pessoas acreditam que, por serem menores de idade, nada acontece diante de situa\u00e7\u00f5es de bullying, racismo ou viol\u00eancia virtual. Durante a palestra, foi esclarecido que ofensas, humilha\u00e7\u00f5es, amea\u00e7as ou exposi\u00e7\u00e3o de colegas podem resultar na atua\u00e7\u00e3o da escola, do Conselho Tutelar e at\u00e9 da Justi\u00e7a, al\u00e9m da possibilidade de indeniza\u00e7\u00e3o por danos morais em casos mais graves. Publica\u00e7\u00f5es em redes sociais, v\u00eddeos e capturas de tela tamb\u00e9m foram tema das orienta\u00e7\u00f5es. As palestrantes refor\u00e7aram que o ambiente digital n\u00e3o \u00e9 uma \u201cterra sem lei\u201d e destacaram a import\u00e2ncia de n\u00e3o reproduzir ofensas, n\u00e3o compartilhar conte\u00fados ofensivos e comunicar um adulto sempre que uma situa\u00e7\u00e3o ultrapassar os limites do respeito. Segundo a supervisora escolar Rafaela de Souza dos Santos, \u201ca escola \u00e9 um espa\u00e7o de aprendizagem, conviv\u00eancia e constru\u00e7\u00e3o de valores\u201d, sendo fundamental promover momentos de di\u00e1logo, reflex\u00e3o e conscientiza\u00e7\u00e3o sobre o respeito ao pr\u00f3ximo. Ela acrescentou que iniciativas como essa contribuem para a forma\u00e7\u00e3o humana e social dos estudantes e fortalecem uma cultura de respeito \u00e0s diferen\u00e7as. Para a advogada criminalista Dr.\u00aa Izamara Martins, abordar essas quest\u00f5es com alunos do 6\u00ba Ano \u00e9 essencial por se tratar de uma fase de transi\u00e7\u00e3o e forma\u00e7\u00e3o de valores: \u201cExplicar a diferen\u00e7a entre brincadeira e bullying, bem como entre opini\u00e3o e ofensa, contribui para que compreendam os limites da conviv\u00eancia e do respeito ao pr\u00f3ximo. Al\u00e9m disso, abordar as consequ\u00eancias jur\u00eddicas dessas condutas demonstra que tais situa\u00e7\u00f5es n\u00e3o s\u00e3o levianas, mas quest\u00f5es s\u00e9rias, tratadas com responsabilidade pela sociedade e pela lei\u201d, afirmou. J\u00e1 a advogada trabalhista Dr.\u00aa Diulya Jeronymo ressaltou que a iniciativa auxilia os estudantes a compreenderem o impacto de suas atitudes no cotidiano: \u201cFalar sobre bullying, cyberbullying e racismo ajuda os estudantes a perceberem que certas condutas n\u00e3o s\u00e3o brincadeiras, mas formas de viol\u00eancia que podem gerar sofrimento real. Al\u00e9m disso, mostrar que existem consequ\u00eancias dentro e fora da escola contribui para a forma\u00e7\u00e3o de cidad\u00e3os mais conscientes, emp\u00e1ticos e respons\u00e1veis nas rela\u00e7\u00f5es do dia a dia\u201d, destacou. O conte\u00fado apresentado despertou reflex\u00f5es entre os alunos. A estudante Penelope Loiola da Silva, do 6\u00ba Ano \u201cC\u201d vespertino, relatou que aprendeu sobre as diferen\u00e7as entre bullying, cyberbullying, racismo e inj\u00faria racial, compreendendo melhor como essas pr\u00e1ticas podem afetar a vida das pessoas e gerar consequ\u00eancias. J\u00e1 a aluna Nicole Martins Bertolini, do 6\u00ba Ano \u201cC\u201d matutino, avaliou a atividade como muito importante para os estudantes. Segundo ela, a palestra mostrou que o bullying e o cyberbullying s\u00e3o situa\u00e7\u00f5es presentes no dia a dia e que muitas vezes passam despercebidas. Nicole tamb\u00e9m destacou que aprendeu sobre os impactos dessas pr\u00e1ticas na sa\u00fade emocional das v\u00edtimas e sobre a import\u00e2ncia de buscar ajuda, respeitar as pessoas tanto no ambiente presencial quanto no digital e agir de forma respons\u00e1vel nas redes sociais. Ao final do encontro, a principal mensagem deixada aos estudantes do 6\u00ba Ano foi um convite \u00e0 reflex\u00e3o: antes de postar, compartilhar ou rir de algu\u00e9m, \u00e9 importante pensar se aquela atitude pode machucar outra pessoa, pois uma brincadeira aparentemente inofensiva pode se transformar em um problema s\u00e9rio dentro e fora da escola. 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