Palestra no CEA aborda limites da convivência, bullying e suas consequências legais entre estudantes do 6º Ano

Fotos: Divulgação.

Com o objetivo de fortalecer a cultura do respeito, da empatia e da boa convivência escolar, o Centro Educacional de Aracruz (CEA) realizou, no dia 28 de maio de 2026, uma série de palestras sobre bullying, cyberbullying, racismo e os limites da convivência, direcionadas aos alunos do 6º Ano das turmas “A”, “B” e “C”, dos períodos matutino e vespertino.

A atividade contou com a participação das advogadas Dr.ª Diulya Jeronymo — que estudou no CEA do 6º ao 9º Ano do Fundamental e na 2ª e 3ª Série do Médio — e Dr.ª Izamara Martins, ex-alunas do curso de Direito da FAACZ, formadas no segundo semestre de 2025.

Durante a abertura, a diretora escolar do CEA, professora Adriana Recla Sarcinelli, destacou que o objetivo da atividade foi o de promover um momento de conscientização, orientação e reflexão sobre comportamentos que afetam a convivência escolar e podem gerar consequências emocionais, sociais e jurídicas.

Participaram ainda do encontro os professores Bárbara Proveti Alves Romaneli, Matheus Pignaton Nascimento, Ana Paula Marciano, Temístocles Felício Pereira Griffo e Renato Oliveira Rossi, no período matutino. No turno vespertino, acompanharam a atividade os professores Glecymeri Nunes de Aquino Simões e Claudio Marcio Pianca Ferreira, além da auxiliar de sala de aula Ana Claudia Cezario Barros.

As palestras ocorreram no auditório, em um único momento para as turmas do período matutino, e no miniauditório, em três encontros distintos para os estudantes do turno vespertino. Durante a apresentação, foi abordado o tema “Brincadeira não é humilhação: bullying, cyberbullying, racismo e limites da convivência e seus aspectos legais”, mostrando que atitudes frequentemente tratadas como piadas podem causar sofrimento real e resultar em responsabilização legal.

Inicialmente, as palestrantes se apresentaram aos alunos e promoveram uma reflexão sobre a diferença entre brincadeiras saudáveis e comportamentos que causam dor, constrangimento ou exclusão. Em seguida, explicaram o conceito de bullying, caracterizado como uma violência física ou psicológica intencional e repetitiva, geralmente marcada por desequilíbrio de poder entre quem agride e quem sofre a agressão.

Foram apresentados exemplos próximos da realidade escolar, como apelidos pejorativos, comentários sobre aparência, exclusão de grupos, ameaças e exposição nas redes sociais. As advogadas também destacaram que nem todo apelido configura bullying, mas que a situação se torna preocupante quando a vítima demonstra incômodo, vergonha ou tristeza e, ainda assim, a prática continua.

Outro ponto enfatizado durante o encontro foi o combate ao racismo e à injúria racial. As palestrantes explicaram que ofensas relacionadas à cor da pele, origem ou nacionalidade não constituem brincadeiras nem opiniões, mas formas graves de violência contra a dignidade humana, sujeitas a sanções previstas em lei. Também foi abordado que saudações nazistas, símbolos de ódio, referências a Adolf Hitler e qualquer forma de apologia ao nazismo não podem ser encaradas como simples provocações, pois podem gerar responsabilização jurídica.

Muitas pessoas acreditam que, por serem menores de idade, nada acontece diante de situações de bullying, racismo ou violência virtual. Durante a palestra, foi esclarecido que ofensas, humilhações, ameaças ou exposição de colegas podem resultar na atuação da escola, do Conselho Tutelar e até da Justiça, além da possibilidade de indenização por danos morais em casos mais graves.

Publicações em redes sociais, vídeos e capturas de tela também foram tema das orientações. As palestrantes reforçaram que o ambiente digital não é uma “terra sem lei” e destacaram a importância de não reproduzir ofensas, não compartilhar conteúdos ofensivos e comunicar um adulto sempre que uma situação ultrapassar os limites do respeito.

Segundo a supervisora escolar Rafaela de Souza dos Santos, “a escola é um espaço de aprendizagem, convivência e construção de valores”, sendo fundamental promover momentos de diálogo, reflexão e conscientização sobre o respeito ao próximo. Ela acrescentou que iniciativas como essa contribuem para a formação humana e social dos estudantes e fortalecem uma cultura de respeito às diferenças.

Para a advogada criminalista Dr.ª Izamara Martins, abordar essas questões com alunos do 6º Ano é essencial por se tratar de uma fase de transição e formação de valores: “Explicar a diferença entre brincadeira e bullying, bem como entre opinião e ofensa, contribui para que compreendam os limites da convivência e do respeito ao próximo. Além disso, abordar as consequências jurídicas dessas condutas demonstra que tais situações não são levianas, mas questões sérias, tratadas com responsabilidade pela sociedade e pela lei”, afirmou.

Já a advogada trabalhista Dr.ª Diulya Jeronymo ressaltou que a iniciativa auxilia os estudantes a compreenderem o impacto de suas atitudes no cotidiano: “Falar sobre bullying, cyberbullying e racismo ajuda os estudantes a perceberem que certas condutas não são brincadeiras, mas formas de violência que podem gerar sofrimento real. Além disso, mostrar que existem consequências dentro e fora da escola contribui para a formação de cidadãos mais conscientes, empáticos e responsáveis nas relações do dia a dia”, destacou.

O conteúdo apresentado despertou reflexões entre os alunos. A estudante Penelope Loiola da Silva, do 6º Ano “C” vespertino, relatou que aprendeu sobre as diferenças entre bullying, cyberbullying, racismo e injúria racial, compreendendo melhor como essas práticas podem afetar a vida das pessoas e gerar consequências.

Já a aluna Nicole Martins Bertolini, do 6º Ano “C” matutino, avaliou a atividade como muito importante para os estudantes. Segundo ela, a palestra mostrou que o bullying e o cyberbullying são situações presentes no dia a dia e que muitas vezes passam despercebidas. Nicole também destacou que aprendeu sobre os impactos dessas práticas na saúde emocional das vítimas e sobre a importância de buscar ajuda, respeitar as pessoas tanto no ambiente presencial quanto no digital e agir de forma responsável nas redes sociais.

Ao final do encontro, a principal mensagem deixada aos estudantes do 6º Ano foi um convite à reflexão: antes de postar, compartilhar ou rir de alguém, é importante pensar se aquela atitude pode machucar outra pessoa, pois uma brincadeira aparentemente inofensiva pode se transformar em um problema sério dentro e fora da escola.

Por meio de iniciativas como essa, o CEA reafirma seu compromisso com a formação integral dos alunos do Ensino Fundamental, promovendo ações educativas que incentivam o respeito, a empatia, a responsabilidade e a construção de relações saudáveis no ambiente escolar e na sociedade.

INFORMAÇÕES À IMPRENSA:
Setor de Comunicação e Marketing – Alessandro Bitti
E-mail: comunicacao@fsjb.edu.br / alessandro@fsjb.edu.br

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