
Os alunos das turmas “A” e “B” da 2ª Série do Ensino Médio do Centro Educacional de Aracruz (CEA) participaram, no dia 31 de março de 2026, de uma aula diferenciada que uniu teoria literária e vivência prática. A atividade, realizada no miniauditório da escola, contou com a presença do escritor aracruzense Luciano Cúrcio, conhecido pelo pseudônimo Dom Ébano, que compartilhou sua trajetória e reflexões sobre o fazer literário contemporâneo.

Durante o encontro, o autor apresentou aos estudantes os bastidores de sua rotina como escritor, abordando desafios comuns à profissão, como a construção de narrativas, a busca por reconhecimento e as dificuldades do mercado editorial. Ele também destacou a importância da persistência, da sensibilidade e do compromisso social na produção de obras que dialoguem com a realidade vivida por tantas pessoas.

Luciano conversou sobre parte de sua produção literária, citando títulos como “Meu Grito de Liberdade” e “O Dançarino das Vielas”. O autor enfatizou que seus romances são inspirados em situações reais e que a literatura pode funcionar como um instrumento poderoso de denúncia, reflexão e transformação social, especialmente ao tratar de temas como preconceito e desigualdades.

Para a professora de Língua Portuguesa, Nuciala Mognato Tureta, a presença do escritor foi essencial para conectar o conteúdo estudado às vivências compartilhadas: “A presença do escritor Luciano Cúrcio, ou Dom Ébano, foi extremamente significativa para os nossos alunos, especialmente por trazer à tona discussões urgentes sobre preconceito e desigualdades sociais. Quando ele compartilha experiências reais que inspiram suas obras, os estudantes conseguem perceber como essas questões não estão distantes, mas fazem parte da sociedade em que vivemos”.

Em complemento, a educadora destacou a relação direta entre a atividade e o conteúdo trabalhado pelas turmas: “Esse diálogo amplia o olhar crítico dos alunos da 2ª Série do Ensino Médio e reforça o papel da literatura como ferramenta de reflexão e transformação. Além disso, ao relacionar essas vivências com o Realismo, conteúdo que estamos estudando, conseguimos tornar a aprendizagem mais concreta, significativa e conectada à realidade deles”.

Segundo depoimento conjunto dos estudantes, a aula foi considerada “diferente e marcante”, principalmente pela oportunidade de conhecer o escritor e ouvir suas histórias. Eles afirmaram que os relatos despertaram grande interesse, mas também provocaram momentos de tristeza ao evidenciar situações de preconceito e desigualdade enfrentadas pelo autor. Ao mesmo tempo, destacaram que essa aproximação tornou tudo mais real e facilitou a compreensão das obras e do movimento literário do Realismo, ampliando a reflexão sobre temas sociais.



A iniciativa reforça o compromisso do CEA em promover práticas pedagógicas que ultrapassem o ensino tradicional, aproximando os estudantes do Ensino Médio do universo literário e valorizando a cultura regional. A vivência evidenciou que a literatura é viva, acessível e construída por sujeitos próximos à realidade dos alunos, contribuindo para um aprendizado mais significativo e conectado ao mundo real.
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