Roda de Conversa aborda “A valorização da Cultura Indígena no Mundo Contemporâneo” com alunos do Ensino Fundamental

Fotos: Divulgação

O Centro Educacional de Aracruz (CEA) realizou uma Roda de Conversa sobre “A valorização da Cultura Indígena no Mundo Contemporâneo”, para os alunos dos 6º Anos, turmas “A”, “B”, “C” e “D”, do Ensino Fundamental. Para conversar com os estudantes do CEA, foi convidado o vice-cacique da aldeia Nova Esperança (Aldeia Kaagwy porã), Maynõ Guarani (Wera Tukübo).

Maynõ é formando em Educação Indígena pela UFES, atuou por quatro anos como professor da rede municipal, de Ensino Fundamental, da Prefeitura de Aracruz, na escola indígena Guarani (Ãrãdu REtxakã), localizada na aldeia Três Palmeiras, próxima ao distrito de Santa Cruz.

Durante o bate-papo, Maynõ falou com os estudantes do CEA como vivem o povo indígena, atualmente, quais são as brincadeiras que são passadas de geração a geração e a língua nativa que são faladas nas comunidades indígenas, que pode ser Guarani ou Tupinikim, conforme a aldeia a qual o indígena pertence. Maynõ ainda relatou como é feito o reflorestamento nas comunidades indígenas de Aracruz.

“Hoje, estou numa comunidade recente, que é a aldeia Nova Esperança (Kaagwy porã). Essa comunidade plantou nos últimos oito anos, cerca de 250 mil mudas de árvores frutíferas e nativas. Os Guaranis mantêm a língua nativa dentro da comunidade a qual pertencem. Além disso, fazemos artesanatos típicos culturais, que servem de subsistência para muitas famílias”, ressaltou Maynõ Guarani.

A atividade foi organizada pela equipe pedagógica do CEA em parceria com o Comitê e a Supervisão de Extensão da FAACZ, que promoveu um momento similar para os universitários matriculados na disciplina de “Extensão Interdisciplinar I”. No CEA, o bate-papo entre o representante indígena e os alunos do Ensino Fundamental ficou a cargo do professor de História, Matheus Pignaton Nascimento.

Também participaram da Roda de Conversa, os professores do CEA, bem como os universitários da FAACZ, do 1º período, dos cursos de Enfermagem, Direito e Psicologia: Lara Mel Gomes Cândido, Caroline Bastos Villa Real Guervich, Kewen Eduardo Moreira de Oliveira Queiroz, Matheus Moro Capo Pereira e Luzia de Fatima Ataide Ferreira Ribeiro.

Segundo o prof. Matheus Pignaton, o CEA propõe um ensino pautado nos valores éticos, morais e na compreensão de todas as totalidades da formação da população brasileira. Além disso, de acordo com o docente, esse foi um momento extremamente proveitoso, pois os alunos conseguiram ver, analisar e vivenciar o que havia sido trabalhado em sala de aula de forma tangível. 

“Precisamos lembrar que o estudo da cultura indígena promove o diálogo intercultural e a troca de conhecimentos entre diferentes grupos humanos. Sem contar que, os indígenas possuem um vasto conhecimento sobre a natureza, plantas medicinais, técnicas agrícolas sustentáveis, conservação ambiental e outras áreas do conhecimento humano”, destacou o docente.

“O estudo da cultura indígena nos permite ainda compreender e respeitar a diversidade cultural do nosso país. Afinal, essas culturas são ricas em tradições, conhecimentos ancestrais, línguas, práticas espirituais e formas de organização social. Ao reconhecermos e explorarmos esse conhecimento, estamos fomentando a promoção da equidade, do apreço e da valorização das diversas culturas que compõem a humanidade”, afirmou o professor de História do CEA.

“Quando o indígena foi a escola, CEA, ele entrou cantando uma música que ninguém conhecia. Logo, em seguida, ele se apresentou e também apresentou seu ajudante. Ele começou explicando sobre a sua cultura, sobre o reflorestamento que eles realizam em sua aldeia, falou sobre o tronco linguístico e sobre o contato que ele teve com outros indígenas em sua estadia no Rio de Janeiro”, relatou o estudante do 6º Ano “B”, Heitor Sepulchro Camillato. 

Pensamento parecido tem a aluna Laura Rossoni Baraldi, também, do 6º Ano “B“: “A palestra foi bem divertida. Adorei a chegada dos representantes da cultura indígena de Aracruz no auditório da escola, com músicas e falas na sua língua nativa. Essa apresentação inicial já nos proporcionou um aprendizado sobre a cultura indígena e o modo de viver do Maynõ”. 

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